Na edição de agosto de 2012 da Revista Metáfora (Editora Segmento), sai uma breve resenha que escrevi sobre o livro A Globo da rua da Praia, de José Otávio Bertaso (Globo Livros, 2ª ed., 2012).O texto está aqui.
Na edição de agosto de 2012 da Revista Metáfora (Editora Segmento), sai uma breve resenha que escrevi sobre o livro A Globo da rua da Praia, de José Otávio Bertaso (Globo Livros, 2ª ed., 2012).
Oscar Wilde era paradoxal, inconveniente, incoerente, irônico, mordaz e crítico implacável das hipocrisias sociais. Amante da beleza e do prazer, denunciava: sabemos o preço de tudo, mas não sabemos o valor de nada!
Proibida de entrar no mundo da pedra, também não conseguirá entrar no mundo da folha ou da gota d'água. Pior do que estar num beco sem saída é não poder sequer entrar. Recusas experimentamos sempre.
A vida de Pi, de Yann Martel (Editora Nova Fronteira, 2010), é um livro animal. No sentido da gíria, porque é um livro fantástico, fora de série, mas também porque trata de animais... e de seres humanos, perigosos animais que somos.
O livro se torna ainda mais interessante na parte 2, quando, depois de um naufrágio, Pi se vê num bote salva-vidas, no meio do oceano Pacífico, em convivência forçada com uma hiena traiçoeira, uma zebra, uma orangotango e o terrível (e faminto!) tigre de bengala chamado Richard Parker.![]() |
| Irandé Antunes |
Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas penduram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar. Pois quem se mete a escrever deveria fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer.
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| Coração, na edição da Cosac Naify, 2011. |
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| Cuore, na edição da Autêntica, 2012. |
No Metrô de São Paulo há máquinas que cospem livros. E aceitam qualquer valor. Então, por 2 reais, comprei hoje cedo o romance Fumaça, do escritor russo Ivan Turgueniev (1818-1883). Por apenas 2 reais. Livro novinho: 2 reais.
A sua história é uma história de superação. Suas vitórias são inspiradoras. Sua fé religiosa é sincera e, graças a essa fé, Nick multiplicou em si mesmo cem braços e cem pernas, para abraçar e percorrer o mundo.
O filme Minhas tardes com Margueritte (2010) é um canto ao reencontro com a leitura. O título em francês — La tête en friche — fala de uma cabeça baldia, uma cabeça sem cultivo e sem cultura, como terreno abandonado.
No dia 5 de outubro, ao saber que Steve Jobs acabara de falecer, comprei O mundo segundo Steve Jobs (Campus, 2011). Essa coletânea de frases, a cargo de George Beahm, mostra como "funcionava" a cabeça deste visionário.

Há revistas que desbancam, ultrapassam nossa expectativa, extrapolam. Vejo nas bancas duas revistas assim, nascentes, Metáfora e Quanta. Lançamentos da Editora Segmento.
E eu quero lhe contar, leitor, como escrever um romance, como se escreve e há de escrever você mesmo seu próprio romance. O homem interior, o intra-homem, quando se torna leitor, contemplador, se é um ser vivente há de se tornar leitor, contemplador do personagem que ele está ao mesmo tempo lendo, escrevendo, criando — contemplador de sua própria obra.![]() |
| Retrato da autoria de Fernando Vicente, ilustrador espanhol |

