Morin fala sobre o imprevisível, sobre a complexidade que, de algum modo, joga a nosso favor. Tudo está ameaçado, mas nem tudo está perdido. O filósofo Viveret, mais prolixo do que Morin, também aborda as ameaças e possibilidades do futuro. Ambos em tom ensaístico, erudição na medida certa, clareza de expressão, evitando euforia e depressão, e cultivando uma discreta esperança.Estamos em crise. Todos sabem que a crise está instalada. Uma crise de mil facetas. A primeira década do século XXI não foi o fim do mundo, mas o começo do fim de uma etapa planetária. Estamos em pleno apocalipse, lembrando que essa palavra significa "revelação". As dores revelam problemas e soluções. Soluções surpreendentes.
Livro curto (não chega a 80 páginas), porém nada grosso. Os autores são sutis. Abordam as tragédias com delicadeza. Sugerem, indicam, não fazem profecias, mas não desistem de apostar num mundo melhor.








