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terça-feira, 29 de maio de 2012

Doses de Oscar Wilde

Numa postagem de 2011 eu falei brevemente sobre o livro Nietzsche para estressados, de Allan Percy (Editora Sextante, 2011). Desse mesmo autor, temos agora Oscar Wilde para inquietos.

A proposta é a mesma: 99 frases comentadas para fazer o leitor refletir em seu estilo de vida. Se os estressados podem encontrar em Nietzsche critérios para vencer os ressentimentos e as queixas, os inquietos vão descobrir em Wilde que um pouco de elegância e apego ao momento presente ajudam a manter a calma e apreciar as verdadeiras riquezas da vida.

Oscar Wilde era paradoxal, inconveniente, incoerente, irônico, mordaz e crítico implacável das hipocrisias sociais. Amante da beleza e do prazer, denunciava: sabemos o preço de tudo, mas não sabemos o valor de nada!

De fato, algumas doses de Wilde serão úteis para aqueles que passam o dia preocupados e atarefados com tantas coisas importantes e urgentes, mas esquecem de valorizar a única coisa realmente essencial — estar vivo...

domingo, 2 de outubro de 2011

Doses de Nietzsche

Entre o pensamento hermético e o diluído, entre o pensamento rarefeito e o banalizado, é possível encontrar reflexão profunda e alcançável, algo sutil e concreto.

É o caso de Nietzsche para estressados, de Allan Percy (Editora Sextante, 2011). Divulgação filosófica na esteira de Lou Marinoff, que recomendou doses de Platão em lugar de Prozac. Autoajuda qualificada.

São 99 doses de filosofia para que os preocupados, assustados, queixosos, ressentidos pensem melhor. Nada do outro mundo. Às vezes beirando o simplismo. Nietzsche talvez ficasse estressado lendo este livrinho. Mas talvez risse, quem sabe?

Afinal, na página 57, Allan Percy atribui a Nietzsche a certeza de que sorrir e estar bem-humorado são terapêuticos: regulam a pressão arterial, reforçam as defesas do corpo contra doenças, aliviam a fadiga, ajudam a relativizar os problemas...