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domingo, 22 de setembro de 2013

Recriar a criatividade

A educação que insiste na linearidade, na submissão e na homogeneização, nas avaliações padronizadas, nas aulas instrucionistas e nos discursos do pedagogês é uma educação fadada ao fracasso. Aliás, já fracassou.

Para renovar o sistema educacional (no mundo inteiro) é necessário repensar o pensamento, reimaginar as imagens, recriar a criatividade. Paradigmas e paradogmas merecem nossa crítica. Reinventaremos as condições de nossos alunos para que eles possam reinventar o nosso futuro?

Isso e muito mais no livro Libertando o poder criativo, de Ken Robinson, um dos mais influentes pensadores da área educacional hoje em dia, e sobre quem falei em outra postagem deste blog. O novo livro de Robinson (publicado entre nós em 2012) tem o selo da HSM Editora, com tradução de Rosemarie Ziegelmaier. 

O autor reúne algumas qualidades: clareza, precisão, bom humor, otimismo. Leitura revitalizante. Todos temos talentos inexplorados. O maior desperdício está nas salas de aula e também dentro de nossas casas. Engavetamos ou encarceramos capacidades imensas de criatividade.

Estar vivo é um privilégio. Poder desenvolver a nossa criatividade é uma urgência!

Entre os caminhos a ser trilhados, está o de conhecermos melhor nossas paixões e talentos pessoais, e saber colocá-los em jogo. Qual o seu pendor natural? Para onde se inclina o seu interesse, o seu olhar, a sua mente? Temos de fazer uma arqueologia para redescobrir os sonhos soterrados. Limpá-los da frustração.

Mas, com relação às crianças e jovens, trata-se de não enterrar suas aptidões. A curiosidade não deve ser amordaçada em nome do boletim escolar ou da disciplina. A propósito, a autodisciplina se faz quando fazemos aquilo que nos valoriza como seres criativos.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Um monge realista

Já li alguns livros do beneditino Anselm Grün, um monge alemão realista. Nasceu em 1945. É doutor em teologia e leitor perspicaz de Jung.

Conselheiro espiritual, palestrante, um dos melhores escritores católicos do nosso tempo, fala sobre autoconhecimento, solidão, sofrimento, morte, virtudes, sempre com uma serena alegria.

Não é leitura simples... mas não é complicada! Grün consegue traduzir sua experiência monástica para a realidade das ruas, das casas, dos nossos compromissos cotidianos. Seu conhecimento da mística tradicional do ocidente joga luzes desconcertantes sobre nossas preocupações, sobre os problemas de hoje.

Um de seus livros mais interessantes é O ser fragmentado: da cisão à integração (Idéias & Letras), lançado em 2006, e já na 6ª edição. Em que faz uma reflexão sobre os tipos de fragmentação que sofremos e os modos de, convivendo com a sombra, superar impasses e depressões.


Um trecho da página 66 — Lidar criativamente com a própria sombra torna-a frutífera. A criatividade tem a ver com confiança e liberdade. Aquele que quer, medrosamente, manter sua sombra presa, será dominado por ela. Aquele que souber administrá-la criativamente poderá mantê-la como fonte de inspiração e de espiritualidade.