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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Quem foi Tasso da Silveira?

Almoçando outro dia com um amigo, perguntou-me ele se eu sabia quem era Tasso da Silveira. O nome ficou em evidência nos últimos dias: a tragédia na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo (RJ).

E hoje, por acaso, num sebo de Pinheiros, encontrei um livro desse poeta, escritor e jornalista curitibano, que faleceu no Rio de Janeiro, onde exerceu a função de professor universitário por muitos anos.

Tasso da Silveira (1895-1968), no dizer de Carlos Nejar, não tinha a altura poética de uma Cecília Meireles, a grandeza de um Drummond, ou a humildade serena de um Bandeira. Também não tinha, acrescento, a amplitude de visão de um Murilo Mendes ou de um Jorge de Lima. Era poeta regular, marcado pelo simbolismo, na literatura, e, na escrita e em tudo mais que fazia, orientado pelo catolicismo.

O livro que encontrei hoje recolhe ensaios que Tasso da Silveira escreveu na década de 1920: Alegria criadora, edição do Annuario do Brasil, de 1928.

Um trecho, com respeito absoluto à ortografia da época (as proparoxítonas não eram acentuadas, por exemplo):

"Devemos ser realistas: o que não devemos é torcer o sentido a este vocabulo. Devemos ser realistas porque só a Realidade é fecunda. Mas não roubemos á palavra Realidade a sua infinita amplitude. A Realidade é a obra de Deus, a obra total de Deus, e o que a ella se oppõe é a phantasia, gerada de nossa infinita pequenez." (p. 81)